O Sonho que o Amor Construiu

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CAPÍTULO 12: O DRAMA NA OBRA E O DIA QUE A LUZ CHEGOU AO MORRO

Luiz trabalhava em uma obra de edifício alto no centro do Rio – o trabalho era perigoso, sem equipamentos de segurança, e o patrão era duro. Um dia, em outubro de 1971, ele estava no quinto andar, colocando prancha de madeira para fazer o piso, quando a corda que segurava a prancha se rompeu. A prancha deslizou, e Luiz quase caiu de cabeça – só conseguiu se agarrar a um batente de concreto com as mãos, que ficaram raspadas até sangrar. Os colegas de obra correram para ajudá-lo, puxando-o para dentro do andar. “Você quase morreu, Luiz”, disse João Carlos, com voz tremida. Luiz olhou para o chão, que estava cinco andares abaixo, e sentiu um frio na espinha. “O Senhor me deu mais uma chance”, murmurou ele.
Ele chegou em casa com as mãos vendadas e a perna machucada. Alayde viu ele e chorou: “O que aconteceu? Você está bem?” Luiz abraçou-a: “Estou bem, meu amor. Foi um susto. Mas estou aqui”. Os filhos correram até ele, e Carlos, com quatro anos, tocou suavemente na mão vendada: “Papai, dói?” Luiz sorriu: “Não, meu filho. Já passou”. Mas ele sabia que não podia parar de trabalhar – os médicos disseram que ele tinha que descansar por pelo menos uma semana, mas ele voltou à obra no dia seguinte. “Não temos dinheiro para descansar”, disse ele a Alayde, que não conseguiu convencê-lo de mais nada.
Na obra, o patrão não quis pagar o salário da semana que Luiz tinha trabalhado antes do acidente – “Você não terminou a tarefa”, disse ele. Luiz tentou reivindicar, mas como não tinha contrato escrito, não adiantou. Ele voltou em casa sem dinheiro, furioso e desesperado. “Não consigo mais”, disse ele, sentando-se no chão da casa. “Não consigo mais trabalhar para um patrão que não me respeita, para viver em um lugar sem água e sem luz”. Alayde se ajoelhou ao lado dele e agarrou suas mãos: “Não desista, Luiz. Nós somos fortes. Juntos, somos fortes”. Ela saiu da casa e voltou com um saco de arroz que tinha pedido emprestado ao vizinho. “Hoje, comemos arroz. Amanhã, encontraremos uma forma de ter mais”.
Um mês depois, uma notícia boa chegou ao morro: a Companhia Energética estava prestes to dar luz elétrica aos moradores. Luiz e os outros vizinhos trabalharam juntos para colocar os postes e os fios – eles não tinham experiência, mas aprenderam com um técnico que veio ajudar. No dia 25 de dezembro de 1971, a luz chegou. Luiz ligou o interruptor da casa, e a sala encheu de luz branca – os filhos gritaram de alegria, e Alayde chorou de emoção. “Natal chegou cedo este ano”, disse ela, abraçando o marido. Elizabeth, que tinha um ano, riu e bateu as mãos, encantada com a luz.
Naquela noite, eles comiam arroz com feijão que Luiz conseguiu comprar com o salário que o novo patrão (um homem mais justo) tinha pago. Sônia pegou o livro que emprestou da professora e começou a ler – já sabia algumas palavras – e os outros ouviram, com a luz acesa, na casa que construíram com as próprias mãos. Luiz olhou para a família e pensou: “O acidente na obra foi um susto, mas a luz veio para nos dar esperança. Amanhã, vai ser um dia melhor”.
CAPÍTULO 13: O NASCIMENTO DE RICARDO ELIAS E O CARINHO DO CAÇULA
Em início de 1973, Alayde descobriu que estava grávida de quarto vez. Dessa vez, a notícia veio com um toque de surpresa – já tinham três filhos, e a casa estava mais apertada do que nunca, mas a alegria de receber outro bebê era maior que qualquer preocupação. “O caçula”, disse Luiz, acariciando o ventre de Alayde. “Vai ser o nosso tesouro, o que vai nos fazer rir quando tudo estiver difícil”.
Os meses do quarto parto foram mais calmos do que os anteriores – a luz elétrica ajudava a Alayde a se cuidar durante a noite, e Luiz tinha conseguido um trabalho com um patrão mais justo, que pagava a hora e deixava ele ir para casa mais cedo. Sônia, com oito anos, já era uma ajudante de mães: lavava as roupas dos irmãos, preparava o café da manhã e ajudava a Alayde a buscar água. Carlos, com seis anos, gostava de ajudar o pai a fazer pequenas reparos na casa – “Quero ser carpinteiro igual a papai”, dizia ele, segurando uma pequena pá que Luiz tinha feito para ele. Elizabeth, com dois anos, caminhava por toda a casa, falando palavras simples e fazendo todos rirem.
Em junho de 1973, Alayde entrou em trabalho de parto durante o dia. Dessa vez, a rua do morro estava seca, e Luiz conseguiu pegar um carro de um vizinho que tinha uma motocicleta com carrinho para levar ela à clínica popular. A viagem foi rápida, e o parto foi mais tranquilo – depois de três horas, Ricardo Elias nasceu, pequeno e frágil, com cabelos castanhos e olhos azuis (um milagre, disse Alayde, pois ninguém na família tinha olhos azuis). Luiz segurou o bebê em seus braços e sentiu um amor que nunca tinha sentido antes – o amor pelo caçula, o último filho que eles teriam. “Ele é pequeno, mas vai ser forte”, disse ele, beijando a testa do menino.
Quando chegaram em casa, os irmãos esperavam ansiosos. Sônia olhou para o bebê e sorriu: “Ele é tão pequeno! Vou cuidar de você, Ricardo”. Carlos tentou tocar o pequeno dedo de Ricardo e riu: “Ele me aperta a mão!” Elizabeth, curiosa, chegou perto e deu um beijo no rosto do irmão – Ricardo deu um suspiro e dormiu. Alayde ficou deitada na cama, olhando para os quatro filhos, e sentiu uma felicidade que apagou toda a dor do trabalho de parto. “Nossa família está completa”, disse ela a Luiz, que abraçou-a.
Mas os desafios com o caçula vieram rápido. Ricardo tinha problemas de saúde desde o nascimento – tossia com frequência, e os médicos disseram que ele tinha uma fraqueza nos pulmões, igual a mãe. Alayde teve que levar ele ao médico várias vezes por mês, caminhando até a base do morro com o bebê no colo, mesmo que a coluna doente doesse. O dinheiro para os remédios era escasso – Luiz teve que trabalhar horas extras na obra, e Alayde parou de trabalhar como babá para cuidar de Ricardo. Eles começaram a comer apenas arroz e feijão novamente, e Sônia teve que deixar de ir à escola por alguns dias para ajudar a mãe em casa.
Um dia, Ricardo teve uma crise de asma grave. Alayde não tinha remédios, e o vizinho com a motocicleta não estava em casa. Luiz estava na obra, e ela não conseguiu ligar para ele. Desesperada, ela agarrou o bebê e correu pela rua do morro até a base, onde havia uma farmácia. Chegada lá, ela pediu um remédio barato, mas não tinha dinheiro para pagar. A dona da farmácia, compadecida com a cena – uma mulher cansada, com o bebê tossindo em seus braços – deu o remédio de graça. “Ele vai ficar bem”, disse ela. Alayde chorou de gratidão e voltou para casa, administrando o remédio ao bebê. Quando Ricardo parou de tossir e dormiu tranquilo, ela abraçou-o e prometeu: “Nunca vou deixar nada acontecer com você, meu amor. Nada”.
Na noite, Luiz chegou em casa e soube do que havia acontecido. Ele agarrou a mão de Alayde e disse: “Vou conseguir dinheiro para os remédios. Vou construir mais coisas, trabalhar mais – tudo o que for preciso para que ele fique bem”. E naquele momento, os quatro filhos dormiam juntos na cama, e a casa, apesar de pequena e simples, estava cheia de amor.
CAPÍTULO 14: A CHUVA QUE DESTRUIU A POÇA E O ESPÍRITO DA COMUNIDADE NO MORRO
Em fevereiro de 1974, uma chuva forte chegou a Niterói – a maior que o morro tinha visto em anos. A água caiu com força suficiente para arrancar árvores e pedra, e a rua de terra ficou um rio de lama. Luiz e Alayde fecharam as janelas da casa e esperaram, com os filhos em seus braços, temendo que a casa desabasse. “A casa é feita de madeira e barro – vai aguentar?” perguntou Alayde, com medo nos olhos. Luiz agarrou seu machado e disse: “Se ela desabar, construiremos outra. Juntos”.
A chuva durou três dias. Quando parou, Luiz saiu da casa e viu o estrago: a poça de água que ele tinha construído estava destruída, arrancada pela lama; algumas casas vizinhas tinham paredes rachadas; e a rua estava impassável, com pedras e mato em todo lugar. O pior de tudo: a fonte de água na base do morro estava contaminada pela lama, e não havia água potável para ninguém. “O que vamos fazer? Não temos água para beber, para cozinhar”, disse Alayde, quando viu o que tinha acontecido.
Mas naquele momento, o espírito da comunidade do morro apareceu. Um vizinho, Sr. Antônio, reuniu todos os moradores e disse: “Juntos, conseguimos tudo. Vamos limpar a rua, consertar a fonte e construir uma nova poça de água – maior e mais forte”. Luiz se juntou a ele imediatamente, e os outros seguiram. Os homens limpavam a rua com pá e rodo, as mulheres cozinhavam arroz e feijão para todos (com a água que tinham guardado), e as crianças ajudavam a levar pedra e terra. Sônia, com nove anos, ajudava a levar água para os homens que trabalhavam, e Carlos, com sete anos, ajudava a carregar pequenas pedras.
Durante uma semana, todos trabalharam juntos. Luiz foi o chefe da construção da nova poça – usou madeira e pedra para fazer uma estrutura mais forte, que resistisse a chuvas fortes. Alayde ajudava a cozinhar e a cuidar das crianças que estavam trabalhando. Quando a poça foi terminada e a chuva chegou novamente, ela encheu de água limpa – todos gritaram de alegria, e Sr. Antônio disse: “Isso é o que a comunidade faz. Juntos, somos mais fortes do que qualquer chuva”.
A poça de água virou um ponto de encontro para o morro. Todos iam lá para buscar água, e ali conversavam, trocavam notícias e ajudavam uns aos outros. Um dia, uma família nova chegou ao morro – um casal com dois filhos, que vinha de Pernambuco. Eles não tinha nada, e Luiz e Alayde deram-lhes arroz, feijão e um lugar para dormir na sua casa até que conseguissem construir a própria. “Nós sabemos o que é chegar em um lugar novo e não ter nada”, disse Alayde, abraçando a mulher nova.
Na noite que a poça foi inaugurada, todos os moradores se reuniram para um jantar comunitário – com arroz, feijão, feijão tropeiro que alguém conseguiu fazer e um bolo de farinha que Dona Maria preparou. Ricardo, com quase um ano, riu e bateu as mãos, e Elizabeth dançou com os outros crianças. Luiz olhou para a comunidade, para a poça de água que construíram juntos e para a sua família, e pensou: “A vida no morro é difícil, mas temos a comunidade. E a comunidade é como uma família – nos ajuda quando tudo está difícil”.
CAPÍTULO 15: O PRIMEIRO DIA DE RICARDO NA ESCOLA E OS SONHOS QUE NOS LEVANTAM
Os anos passaram como o vento no morro – rápido, forte, e deixando marcas. Sônia já estava no segundo ano do ensino médio, estudando para entrar na faculdade de Enfermagem; Carlos estava no último ano do fundamental, sonhando em ser técnico em Eletrônica; Elizabeth, no quinto ano, lia tudo o que encontrava – livros emprestados da escola, jornais que os vizinhos deixavam, qualquer coisa com letras. E Ricardo, o caçula, estava prestes a entrar na primeira série do fundamental – tinha seis anos, olhos azuis brilhantes e um sorriso que conquistava todo mundo, apesar da fraqueza nos pulmões.
O primeiro dia de escola de Ricardo foi um dia de grande emoção na família. Alayde tinha preparado uma roupa nova para ele – uma camisa branca e calças azuis que ela tinha feito com pano sobrante de uma roupa de Elizabeth. Sônia ajudou a arrumar o cabelo do irmão, e Carlos deu-lhe um lápis novo que tinha ganho em um concurso da escola. “Você tem que ser um bom aluno, viu?” disse Carlos. “Para aprender muitas coisas e ter um futuro melhor”. Ricardo acenou com a cabeça, um pouco assustado – a escola estava a quase um quilômetro do morro, e ele tinha que ir com Elizabeth e outras crianças do bairro.
Luiz, que tinha saído da obra mais cedo para ver o filho entrar na escola, esperava na porta da casa com o machado na mão. “Papai vai te levar até a base do morro”, disse ele, pegando Ricardo no colo. A caminhada foi lenta – Ricardo queria ver tudo: as pedras na rua, as aves no céu, a poça de água que a comunidade tinha construído. Quando chegaram à base, Elizabeth e as outras crianças estavam esperando. Luiz colocou Ricardo no chão e beijou a testa dele: “Seja bravo, meu filho. Aprenda a ler e a escrever – isso vai abrir todas as portas para você”. Ricardo abraçou as pernas do pai: “Vou, papai. E vou ler para você quando chegar em casa”.
Na escola, Ricardo entrou na sala de aula com Elizabeth e se sentou em uma cadeira pequena. A professora, uma mulher jovem chamada Dona Clara, deu-lhe um caderno novo e um lápis, e ensinou a escrever a letra “A”. Ricardo aprendeu rápido – escreveu a letra com mãos pequenas mas firmes, e mostrou para Elizabeth: “Olha, irmã! Eu escrevi!” Elizabeth sorriu: “Você é muito inteligente, Ricardo”. No final do dia, quando chegaram em casa, Ricardo correu até o pai e mostrou o caderno: “Papai, olha a letra que eu escrevi!” Luiz agarrou o caderno com cuidado e olhou para a letra “A” – parecia pequena, mas para ele, era o maior tesouro do mundo. “Você vai ser o primeiro da família a aprender a escrever desde pequeno”, disse ele, com orgulho nos olhos.
Na noite, a família se reuniu na mesa da cozinha – agora com uma mesa de madeira que Luiz tinha construído – e comeu arroz com feijão e uma porção de batata frita que Alayde tinha conseguido fazer. Sônia falou sobre os estudos para a faculdade: “Quero ser enfermeira para ajudar as pessoas do morro, mamãe. Para que elas não tenham que passar por crises de asma sem médico, como você”. Alayde chorou de emoção e abraçou a filha: “Você vai conseguir, filha. Vai ser a melhor enfermeira do mundo”. Carlos falou sobre o curso de Eletrônica: “Quero consertar aparelhos eletrônicos para ganhar dinheiro e ajudar a papai a construir uma casa maior”. Elizabeth, que estava lendo um livro, levantou a cabeça: “Quero ser professora para ensinar a ler e a escrever a todos os crianças do morro. Para que ninguém tenha que passar pelo que papai e mamãe passaram”.
Ricardo, que estava comendo batata frita, levantou a mão: “E eu? O que eu vou ser?” Luiz sorriu e acariciou a cabeça do filho: “Você pode ser o que quiser, meu amor. O importante é que você siga seus sonhos”. Naquele momento, a luz da casa estava acesa, a água da poça estava limpa, e os sonhos dos filhos pareciam mais próximos do que nunca. Luiz olhou para Alayde e pensou: “Tudo o que nós fizemos – a casa, a luta, os sacrifícios – foi para isso. Para que os filhos tenham sonhos e consigam cumpri-los”.
CAPÍTULO 16: O DRAMA NA OBRA DO EDIFÍCIO E A DOENÇA QUE PIORECEU EM ALAYDE
Em março de 1980, Luiz estava trabalhando em uma obra de edifício de dez andares no centro do Rio – o trabalho era a mais perigosa que ele já tinha feito, sem-grade de proteção e com materiais pesados que tinham que ser carregados manualmente. Um dia, ele estava no nono andar, carregando um saco de cimento de 50 quilos, quando o piso de prancha em que estava pisando se rompeu. Ele caiu de um metro de altura, e o saco de cimento caiu em cima da sua perna. Os colegas de obra correram para ajudá-lo, despejando o cimento e levando-o para baixo da obra. “Sua perna está rachada, Luiz”, disse João Carlos, com voz tremida. “Temos que levar você ao hospital”.
Luiz foi levado ao hospital público, onde os médicos diagnosticaram uma fratura composta na perna direita. Eles colocaram uma gesso e disseram que ele tinha que descansar por pelo menos três meses – não podia trabalhar, não podia caminhar muito. Luiz ficou desesperado: “Como vou cuidar da família se não trabalhar?” A factura do hospital era alta, e ele não tinha seguro de saúde. Os filhos, que tinham vindo ao hospital ver o pai, ficaram tristes – Sônia prometeu trabalhar como babá em horas vagas para ajudar a pagar as contas, e Carlos disse que iria pedir um emprego em uma loja de eletrônicos.
Enquanto Luiz estava deitado na cama, a saúde de Alayde piorou. As crises de asma eram mais frequentes e mais fortes, e o médico disse que ela precisava de um tratamento mais eficaz – um remédio caro que eles não podiam pagar. Alayde teve que parar de fazer quase tudo: não conseguia buscar água, não conseguia cozinhar, não conseguia cuidar de Ricardo. Sônia e Elizabeth assumiram as tarefas da casa – Sônia cozinhava e lavava roupas, Elizabeth buscava água e cuidava de Ricardo. “Nós vamos cuidar de vocês, mamãe”, disse Sônia. “Juntos, conseguimos tudo”.
Um dia, Ricardo voltou da escola e viu a mãe deitada na cama, tossindo. Ele correu até ela e colocou a mão na testa dela: “Mamãe, você está mal?” Alayde sorriu fraco e acariciou o rosto do filho: “Estou bem, meu amor. Só estou cansada”. Ricardo pegou o caderno da escola e começou a ler uma história que tinha aprendido: “Havia uma vez um gato branco que vivia em uma casa grande…”. Alayde ouviu, com os olhos fechados, e sentiu uma paz que não sentia há tempos. Quando ele terminou de ler, ela disse: “Você lê muito bem, Ricardo. Eu sou muito orgulhosa de você”.
Luiz, que estava deitado na outra cama, ouviu a leitura do filho e chorou de emoção. A perna doía, o dinheiro faltava, a saúde da esposa piorava – mas os filhos estavam fortes, unidos, e cumpriam os sonhos que eles tinham para eles. Naquela noite, ele falou com Alayde: “Nós passamos por muitas coisas, meu amor. Mas os filhos são o nosso tesouro. E eles vão conseguir tudo o que nós não conseguimos”. Alayde agarrou sua mão: “Sim, Luiz. E nós vamos estar aqui para ver”.

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