No jardim onde as horas crescem como folhas antigas,
eu caminho tentando ouvir o que o tempo sussurra.
As flores têm raízes em memórias que ainda não vivi,
e cada pétala desabrocha em uma lembrança esquecida.
O vento arrasta segredos de um passado que não me pertence,
mas ainda assim me chama com uma ternura silenciosa.
Eu recolho instantes como quem colhe sementes,
sabendo que, um dia, o que floresce é sempre aquilo
que o coração regou em silêncio.
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