{"id":105,"date":"2026-05-18T03:38:35","date_gmt":"2026-05-18T03:38:35","guid":{"rendered":"https:\/\/biobit.online\/?p=105"},"modified":"2026-05-18T03:38:59","modified_gmt":"2026-05-18T03:38:59","slug":"o-sonho-que-o-amor-construiu-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/biobit.online\/pt\/o-sonho-que-o-amor-construiu-4\/","title":{"rendered":"O Sonho que o Amor Construiu"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CAP\u00cdTULO 30: A NOITE DA COMEMORA\u00c7\u00c3O DOS 50 ANOS DE CASAMENTO<div> <\/div><div> <\/div><div>Em abril de 2017, Luiz e Alayde completaram 50 anos de casamento. Os filhos resolveram organizar uma comemora\u00e7\u00e3o especial no morro &#8211; uma festa na pra\u00e7a da po\u00e7a de \u00e1gua, com todos os vizinhos, netos, bisnetos e o novo bisbisneto.<\/div><div> <\/div><div>&#8220;50 anos de amor e luta&#8221;, disse S\u00f4nia, ao planejar a festa. &#8220;N\u00f3s temos que fazer algo inesquec\u00edvel para eles&#8221;. Carla projetou um cen\u00e1rio com fotos da fam\u00edlia ao longo dos anos &#8211; desde o casamento em igreja de madeira at\u00e9 a chegada do bisbisneto. Elizabeth escreveu um poema sobre o amor de Luiz e Alayde, e Ricardo preparou uma apresenta\u00e7\u00e3o com as crian\u00e7as do grupo de leitura e brinquedos.<\/div><div> <\/div><div>O dia da comemora\u00e7\u00e3o foi um dia de sol, com a brisa salgada soprando pelo morro. A pra\u00e7a estava decorada com flores e faixas que diziam &#8220;Parab\u00e9ns aos 50 anos, Luiz e Alayde!&#8221; e &#8220;Amor que dura a vida toda&#8221;. Todos os moradores estavam presentes, e muitos trouxeram pratos de comida &#8211; arroz com feij\u00e3o, feij\u00e3o tropeiro, frango assado, bolos e doces.<\/div><div> <\/div><div>Luiz e Alayde chegaram \u00e0 pra\u00e7a em um carro de boas-vindas, conduzido por Carlos. Alayde vestia um vestido branco novo que Carla tinha comprado para ela, e Luiz vestia uma camisa de gola e cal\u00e7as pretas &#8211; a mesma roupa que usara no casamento, mas consertada e passada por Alayde. O pequeno Luiz Alayde estava no colo de Alayde, vestido com uma roupa de terno pequeno.<\/div><div> <\/div><div>Quando eles desceram do carro, toda a multid\u00e3o aplaudiu e cantou &#8220;Parab\u00e9ns para Voc\u00eas&#8221;. Elizabeth subiu ao palco e leu o poema que tinha escrito: &#8220;Do morro de Niter\u00f3i ao campo de Manhua\u00e7u \/ Um amor que nasceu em meio \u00e0 luta \/ 50 anos de m\u00e3os dadas \/ De sonhos feitos e dificuldades vencidas&#8230;&#8221;. Alayde chorou de emo\u00e7\u00e3o, e Luiz abra\u00e7ou-a forte.<\/div><div> <\/div><div>Depois, as crian\u00e7as do grupo de leitura e brinquedos apresentaram uma dan\u00e7a que Ricardo tinha ensinado elas &#8211; uma dan\u00e7a sobre a vida no morro, com brinquedos de madeira que Luiz tinha constru\u00eddo. O pequeno Elick, Italo e Isis estavam na frente, dan\u00e7ando e sorrindo.<\/div><div> <\/div><div>Na parte final da festa, S\u00f4nia subiu ao palco e falou: &#8220;Meus pais n\u00e3o t\u00eam dinheiro, n\u00e3o t\u00eam t\u00edtulos grandiosos, mas t\u00eam algo mais valioso: um amor que durou 50 anos e uma fam\u00edlia que ama eles mais do que tudo. Eles constru\u00edram um lar, um morro, um legado. Obrigada, papai e mam\u00e3e, por tudo&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Todos levantaram os copos e gritaram &#8220;Viva Luiz e Alayde! Viva o amor!&#8221; Luiz subiu ao palco, segurando a m\u00e3o de Alayde, e disse com voz tremida: &#8220;Eu nunca imaginei ter isso &#8211; 50 anos com a mulher que amo, uma fam\u00edlia grande e feliz, um morro que \u00e9 a nossa casa. Obrigado a voc\u00ea, Alayde, por nunca ter desistido de mim. Obrigado a todos voc\u00eas, fam\u00edlia e vizinhos, por fazerem da nossa vida um sonho&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Ele pegou o machado do pai, que estava no palco, e disse: &#8220;Este machado construiu a nossa casa, e o amor de Alayde construiu a nossa fam\u00edlia. Que isso continue para sempre&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Na noite, Luiz e Alayde voltaram para casa e sentaram na varanda. O pequeno Luiz Alayde dormia no ber\u00e7o, o mar brilhava com a luz da lua, e a casa estava cheia de sombras e mem\u00f3rias. &#8220;50 anos, meu amor&#8221;, disse Alayde. &#8220;Foi r\u00e1pido, n\u00e3o \u00e9?&#8221; Luiz sorriu: &#8220;Sim, porque o amor voa. E o nosso amor voou alto, Alayde. Muito alto&#8221;.<\/div><div>CAP\u00cdTULO 31: A \u00daLTIMA TARDE NA VARANDA E O AMOR QUE N\u00c3O ACABA<\/div><div> <\/div><div> <\/div><div>Em setembro de 2019, Luiz estava com oitenta e seis anos e a sa\u00fade j\u00e1 n\u00e3o era a mesma. O cora\u00e7\u00e3o lhe do\u00eda com frequ\u00eancia, e ele passava mais horas deitado na cama do que em p\u00e9. Mas todos os dias, sem falhar, ele pedia para Alayde &#8211; que agora tamb\u00e9m caminhava com dificuldade, com a ajuda de uma bengala &#8211; levar ele at\u00e9 a varanda. &#8220;\u00c9 o lugar onde eu me sinto mais vivo&#8221;, disse ele uma vez. &#8220;Onde vejo o mar, a fam\u00edlia e todos os sonhos que fizemos&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Uma tarde de sol, a mais bonita do outono, Alayde ajudou Luiz a sentar na cadeira que ele tinha constru\u00eddo para ela &#8211; a cadeira mais confort\u00e1vel da varanda. O pequeno Luiz Alayde, com tr\u00eas anos, estava brincando com um carrinho de madeira que o bisbisav\u00f4 tinha feito para ele, enquanto os outros netos e bisnetos preparavam o jantar na cozinha.<\/div><div> <\/div><div>Luiz segurou a m\u00e3o de Alayde, que estava sentada ao seu lado. Suas m\u00e3os estavam rugosas e cobertas de cicatrizes &#8211; cicatrizes de obras, de machados, de anos de luta. &#8220;Lembro-me do dia que te vi na feira de Campo Grande&#8221;, disse ele, com voz baixa. &#8220;Voc\u00ea vestia uma roupa azul, e o sol brilhava no seu cabelo. Eu pensei: &#8216;Esta \u00e9 a mulher da minha vida'&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Alayde sorriu, e suas pr\u00f3prias m\u00e3os &#8211; tamb\u00e9m rugosas, de anos de lavar roupas e cozinhar &#8211; apertaram a de Luiz. &#8220;Eu tamb\u00e9m lembro&#8221;, disse ela. &#8220;Voc\u00ea tinha um sorriso t\u00edmido e trazia um saco de mandioca que tinha plantado. Eu pensei: &#8216;Este \u00e9 o homem que vai me proteger'&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Eles ficaram em sil\u00eancio por um tempo, olhando para o mar. O sol estava se pondo, pintando o c\u00e9u de vermelho e laranja &#8211; o mesmo sol que tinham visto na primeira tarde em que se mudaram para o morro, naquele dia de S\u00e3o Jorge de 1970. &#8220;Lembro-me de quando constru\u00edmos esta casa&#8221;, disse Luiz. &#8220;Tinha s\u00f3 madeira e barro, mas era o nosso. E agora, ela \u00e9 t\u00e3o bonita quanto voc\u00ea&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Alayde chorou de alegria e de saudade &#8211; saudade dos dias de juventude, dos sacrif\u00edcios, dos momentos felizes e dif\u00edceis. &#8220;Tudo o que n\u00f3s passamos foi para isso&#8221;, disse ela. &#8220;Para estar aqui, juntos, olhando para o mar&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>O pequeno Luiz Alayde chegou at\u00e9 eles e colocou o carrinho de madeira na m\u00e3o de Luiz. &#8220;Bisbisav\u00f4, brinca comigo&#8221;, disse ele. Luiz sorriu e acariciou o rosto do pequeno: &#8220;Hoje n\u00e3o, meu filho. Mas amanh\u00e3, vamos brincar muito. Vou te ensinar a construir um carrinho com o machado do meu pai&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Na cozinha, os filhos preparavam o jantar &#8211; arroz com feij\u00e3o, batata frita e frango assado, o prato preferido de Luiz e Alayde. S\u00f4nia vinha checando os sinais de Luiz de vez em quando, com a m\u00e3o na sua testa. &#8220;Ele est\u00e1 calmo&#8221;, disse ela a Elizabeth, com voz tremida. &#8220;Mais calmo do que eu j\u00e1 vi&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Luiz olhou para a cozinha, onde os filhos estavam se reunindo, e depois para o mar. &#8220;Eu n\u00e3o tenho mais desejos&#8221;, disse ele a Alayde. &#8220;J\u00e1 vivi uma vida cheia de amor, de luta, de sonhos cumpridos. O \u00fanico que eu tenho agora \u00e9 que voc\u00ea continue feliz, mesmo quando eu n\u00e3o estiver aqui&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Alayde apertou a m\u00e3o dele com for\u00e7a: &#8220;Voc\u00ea sempre estar\u00e1 comigo, Luiz. No mar, na varanda, na casa que constru\u00edmos. No cora\u00e7\u00e3o de todos n\u00f3s&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>No momento em que o sol desapareceu completamente no horizonte, Luiz sorriu, fechou os olhos e respirou pela \u00faltima vez. A sua m\u00e3o ficou limpa na de Alayde, e um sil\u00eancio calmo caiu sobre a varanda. O pequeno Luiz Alayde disse: &#8220;Bisbisav\u00f4 dormiu&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Os filhos sa\u00edram da cozinha e se reuniram ao lado de Luiz e Alayde. S\u00f4nia chorou, abra\u00e7ando a m\u00e3e. Carlos colocou a m\u00e3o na cabe\u00e7a do pai, com orgulho. Elizabeth lembrou do poema que tinha escrito para os 50 anos de casamento. Ricardo segurou o carrinho de madeira que o pequeno Luiz Alayde tinha dado a Luiz.<\/div><div> <\/div><div>Alayde n\u00e3o chorou &#8211; ela olhou para o mar, para o sol que j\u00e1 se tinha posto, e sorriu. &#8220;Ele foi feliz&#8221;, disse ela, em voz baixa. &#8220;E n\u00f3s tamb\u00e9m fomos. Muito feliz&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Naquela noite, a lua brilhou sobre a varanda, e a brisa salgada soprou, como se Luiz estivesse ali, abra\u00e7ando a Alayde uma vez mais. O amor que eles tinham constru\u00eddo n\u00e3o acabara &#8211; ele continuava no mar, na varanda, na casa, e na hist\u00f3ria de todas as gera\u00e7\u00f5es que viriam.<\/div><div> <\/div><div> <\/div><div> <\/div><div>EP\u00cdLOGO: O LEGADO QUE VIVE<\/div><div> <\/div><div> <\/div><div>Dois anos depois da morte de Luiz, em setembro de 2021, Alayde completou setenta e seis anos. Ela ainda sentava na varanda todos os dias, olhando para o mar, com a m\u00e3o sobre o machado do pai de Luiz &#8211; que agora estava exposto em uma prateleira de madeira, com uma placa que dizia: &#8220;Luiz Silva Jardim &#8211; Homem de madeira e amor, 1933-2019&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>A fam\u00edlia continuou crescendo. O pequeno Luiz Alayde, com cinco anos, j\u00e1 aprendia a cortar madeira pequena com uma miniatura do machado de Luiz &#8211; Ricardo ensinava ele com paci\u00eancia, como Luiz tinha ensinado a ele. &#8220;Bisbisav\u00f4 me ensinou que a madeira te segura se voc\u00ea tratar bem&#8221;, dizia o pequeno, enquanto fazia um pequeno p\u00e1ssaro.<\/div><div> <\/div><div>Carla, que agora tinha uma escrit\u00f3rio de arquitetura no centro de Niter\u00f3i, projetou mais de dez casas no morro &#8211; todas seguras, sustent\u00e1veis e com vista para o mar, mantendo o estilo que Luiz e Alayde tinham iniciado. &#8220;Cada casa \u00e9 uma homenagem ao av\u00f4&#8221;, disse ela, ao entregar a chave de uma nova casa para uma fam\u00edlia do morro. &#8220;Ele ensinou que construir \u00e9 mais do que colocar pedras &#8211; \u00e9 construir vidas&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>S\u00f4nia continuava trabalhando como enfermeira, e agora coordena um projeto de sa\u00fade no morro &#8211; uma cl\u00ednica pequena que ajuda as fam\u00edlias pobres, com medicamentos gratuitos e consultas de gra\u00e7a. &#8220;Isso \u00e9 o que o av\u00f4 e a av\u00f3 sempre quiseram&#8221;, disse ela a os pacientes. &#8220;Que todos tenham acesso \u00e0 sa\u00fade, sem ter que correr por horas&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Elizabeth ainda coordena o grupo de leitura do morro, que agora tem mais de cem participantes. Ela escreveu um livro chamado &#8220;A Casa do Morro e o Amor que Construiu&#8221; &#8211; a hist\u00f3ria de Luiz e Alayde, que foi publicado e distribu\u00eddo em escolas p\u00fablicas de todo o Rio de Janeiro. &#8220;A sua hist\u00f3ria tem que ser contada&#8221;, disse ela em uma entrevista. &#8220;Para mostrar que a luta e o amor podem vencer tudo&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Ricardo leciona em uma escola p\u00fablica do morro, e expandiu o grupo de leitura e brinquedos para outras comunidades. Ele ensina \u00e0s crian\u00e7as a ler e a construir brinquedos de madeira, e sempre come\u00e7a a aula com a frase de Luiz: &#8220;A madeira n\u00e3o mente &#8211; se voc\u00ea tratar bem, ela te segura. E o mesmo vale para as pessoas&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Um dia de sol de setembro de 2023, toda a fam\u00edlia se reuniu na varanda de Alayde para comemorar o anivers\u00e1rio da morte de Luiz. O pequeno Luiz Alayde trouxe o p\u00e1ssaro de madeira que tinha feito e colocou na prateleira do machado. &#8220;Para bisbisav\u00f4&#8221;, disse ele.<\/div><div> <\/div><div>Alayde sentou na cadeira, com todos os netos, bisnetos e bisbisnetos ao seu lado. Elizabeth leu um peda\u00e7o do seu livro, e S\u00f4nia preparou o prato preferido de Luiz &#8211; arroz com feij\u00e3o e frango assado. Carlos ligou uma m\u00fasica popular que Luiz e Alayde gostavam de dan\u00e7ar, e todos cantaram juntos.<\/div><div> <\/div><div>Na hora em que o sol se punha, Alayde olhou para o mar e sorriu. &#8220;Ele est\u00e1 aqui&#8221;, disse ela, acariciando a placa do machado. &#8220;Em cada casa que Carla construiu, em cada crian\u00e7a que Elizabeth e Ricardo ensinaram, em cada paciente que S\u00f4nia ajudou. Em cada um de voc\u00eas&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Os filhos abra\u00e7aram a m\u00e3e, e Ricardo disse: &#8220;O seu legado vive, av\u00f3. E vai continuar vivendo para sempre&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>A brisa salgada soprou na varanda, e a lua brilhou no c\u00e9u &#8211; igual \u00e0quela \u00faltima tarde em que Luiz e Alayde estiveram juntos. O amor que eles tinham constru\u00eddo n\u00e3o era apenas um recado do passado &#8211; era um presente para o presente e um sonho para o futuro.<\/div><div> <\/div><div>E o mar continuava a bater, calmamente, como se estivesse contando a hist\u00f3ria de um homem de madeira, uma mulher forte, e a fam\u00edlia que eles constru\u00edram com amor no topo de um morro.<\/div><div> <\/div><div> <\/div><div> <\/div><div> FIM<\/div><div>NOTA DO AUTOR<\/div><div> <\/div><div>Escrever esta hist\u00f3ria foi um caminho de descoberta &#8211; n\u00e3o s\u00f3 da hist\u00f3ria de Luiz e Alayde, mas da for\u00e7a que reside nas fam\u00edlias humildes que constroem vidas com as pr\u00f3prias m\u00e3os. Inspirada em hist\u00f3rias reais de moradores de comunidades de Niter\u00f3i e do Rio de Janeiro, essa narrativa busca honrar todos aqueles que lutaram para dar um futuro melhor aos seus filhos, sem nunca desistir do amor e da esperan\u00e7a.<\/div><div> <\/div><div>H\u00e1 quarenta anos, eu conheci um homem de madeira na base de um morro &#8211; ele constru\u00eda brinquedos para as crian\u00e7as e contava hist\u00f3rias enquanto trabalhava. Seu nome era Luiz, e a mulher que ele amava, Alayde, estava sempre ao seu lado, com um sorriso que iluminava todo o lugar. Essa hist\u00f3ria \u00e9 o que eu vi em eles, o que eles me contaram, e o que eu quis guardar para sempre.<\/div><div> <\/div><div>N\u00e3o h\u00e1 her\u00f3is com capas aqui &#8211; s\u00f3 pessoas com cora\u00e7\u00e3o grande, que enfrentaram a fome, a doen\u00e7a e a dificuldade, mas que nunca perderam a f\u00e9 na comunidade e na fam\u00edlia. Cada personagem, cada momento, cada detalhe &#8211; da po\u00e7a de \u00e1gua \u00e0 varanda com vista para o mar &#8211; \u00e9 um tributo ao trabalho duro, \u00e0 uni\u00e3o e ao amor que fazem de um lugar simples um lar.<\/div><div> <\/div><div>Espero que essa hist\u00f3ria toque o cora\u00e7\u00e3o de quem a l\u00ea, que lembre a todos que o legado que deixamos n\u00e3o est\u00e1 em dinheiro ou coisas materiais, mas nas vidas que transformamos e no amor que compartilhamos. Como Luiz sempre dizia: &#8220;Construir uma casa \u00e9 f\u00e1cil &#8211; construir um lar \u00e9 o maior trabalho do mundo&#8221;.<\/div><div> <\/div><div>Obrigada, Luiz e Alayde &#8211; por me mostrar que o sonho \u00e9 a melhor ferramenta que temos para construir o futuro.<\/div><div> <\/div><div>&#8211; Ricardo Elias Assis da Silva <\/div><div>Rio de Janeiro, dezembro de 2025<\/div><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CAP\u00cdTULO 30: A NOITE DA COMEMORA\u00c7\u00c3O DOS 50 ANOS DE CASAMENTO Em abril de 2017, Luiz e Alayde completaram 50 anos de casamento. 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